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Grestel

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Da fábrica de Vagos para mais de 70 países, a empresa que criou a marca Costa Nova é hoje um caso de sucesso que demonstra como o design, a inovação e a escala industrial podem conviver na mesma linha de produção.

Há empresas que crescem longe dos holofotes, mas com impacto global. A Grestel é uma delas. A partir de Vagos, no distrito de Aveiro, esta PME industrial transformou-se numa referência europeia na produção de cerâmica utilitária e de mesa, exportando para dezenas de mercados e construindo uma marca própria – a Costa Nova – reconhecida internacionalmente.


É esta história que integra um dos episódios da série “De Portugal para o Mundo”, uma iniciativa Volkswagen, com o apoio do Jornal de Negócios. Os episódios são conduzidos por Diana Pereira, que percorre o país ao volante do novo Volkswagen T-Roc para dar a conhecer empresas portuguesas que levam o nome de Portugal além-fronteiras. 

No episódio dedicado à Grestel, a apresentadora conversa com Miguel Casal, CEO da Grestel, e com o diretor da fábrica, José Carlos Pinto, acompanhando o dia a dia da produção e a estratégia por detrás de uma marca que nasceu em Portugal, mas compete globalmente. 

“Portugal é um grande produtor de cerâmica, neste momento somos o segundo maior produtor de cerâmica de mesa do mundo, a seguir à China, e o maior da Europa”, sublinha o CEO da Grestel, Miguel Casal, durante a visita à unidade industrial. 

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Uma indústria que nasceu local e cresceu global 

Fundada em 1998, a Grestel construiu, ao longo das últimas décadas, um percurso sustentado na produção industrial, no design funcional e na capacidade exportadora. Hoje, conta com três fábricas na região de Aveiro, 1.100 colaboradores e é presença regular em mercados internacionais exigentes, com exportações acima dos 90%. 

A empresa de Aveiro transformou tradição industrial numa estratégia global. Nasceu num território historicamente ligado à cerâmica, com um objetivo inicial claro: produzir artigos utilitários e decorativos com qualidade industrial, mas com identidade própria. 

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Ao longo dos anos, a empresa consolidou capacidade produtiva, investiu em tecnologia e reforçou o controlo de processos. “Somos uma indústria de mão de obra intensiva. Porque, de facto, o detalhe e as peças são feitas com uma incorporação grande de mão de obra manufaturada. Portanto, isso dá-lhe um toque especial”, explica o CEO.  

Este equilíbrio entre automação industrial e intervenção humana é apontado como um dos fatores distintivos da cerâmica portuguesa produzida pela Grestel. 

    Costa Nova: a marca como extensão da indústria 

    A criação da Costa Nova marcou uma etapa decisiva. Mais do que produzir para terceiros, a Grestel passou a desenvolver uma marca própria com posicionamento internacional. Inspirada na tradição cerâmica portuguesa, mas com linguagem contemporânea, a Costa Nova conquistou espaço na hotelaria, restauração e retalho especializado em vários mercados. 

    Reconhecida internacionalmente, a marca representa um posicionamento claro: cerâmica com identidade portuguesa, pensada para um público global. 

    “O showroom fala por si, nós tentamos criar produtos inovadores, mas sempre numa linha da nossa tradição da cerâmica em Portugal. Muitas vezes reinventamos os clássicos, damos-lhe uma nova roupagem”, refere o CEO, Miguel Casal.  

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    Esta estratégia permitiu aumentar valor acrescentado, notoriedade e proximidade ao consumidor final. 

    A Costa Nova funciona como extensão natural da capacidade industrial da Grestel, mas também como laboratório de inovação, linguagem estética e aproximação ao consumidor final. É através desta marca que a empresa reforça o valor acrescentado do produto, mostrando que a indústria portuguesa pode competir pela proposta. 

    Exportar como estratégia central 

    A dimensão exportadora é hoje determinante. “O nosso nível de exportação é acima dos 90%, embora com uma concentração maior na Europa e nos Estados Unidos (…), mas também exportamos para a Ásia e para a América do Sul”, explica o CEO.  

    Mais do que vender para fora, exportar implica capacidade de resposta, logística afinada e leitura constante dos mercados. A Grestel exporta grande parte da sua produção e trabalha com clientes internacionais que exigem volumes elevados, prazos rigorosos e padrões de qualidade homogéneos. 

    No episódio da série “De Portugal para o Mundo”, essa realidade surge de forma natural: nas linhas de produção, nos armazéns, no transporte e na forma como a empresa organiza o seu dia a dia. Desde a seleção das matérias-primas ao controlo rigoroso em cada etapa da produção, tudo é pensado para garantir consistência, durabilidade e fiabilidade. Exportar é uma decisão permanente e uma responsabilidade que começa muito antes de o produto sair da fábrica. 

      Na Grestel, cada peça nasce para responder a um contexto específico de utilização, da restauração à hotelaria, do consumo doméstico a mercados internacionais com exigências próprias. Esta abordagem pragmática ao design é um dos pilares que explicam o sucesso da empresa fora de Portugal. 

      Design funcional como fator competitivo 

      Num setor tradicional, a diferenciação faz-se cada vez mais pela capacidade de antecipar necessidades. A Grestel trabalha com equipas de design que dialogam diretamente com o mercado, adaptando formas, cores e soluções aos diferentes contextos culturais e funcionais. 

      Esta ligação entre indústria e design funcional é uma das chaves do crescimento internacional da empresa. Ao desenhar para ser usado, e não apenas para ser visto, a Grestel garante relevância nos mercados onde opera. Uma abordagem que, longe de ser conceptual, tem impacto direto na eficiência produtiva e na satisfação do cliente. 

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      Assim, o design assume um papel estratégico, como resposta a necessidades reais e com a sustentabilidade no centro da produção. 

      O processo começa no desenvolvimento conceptual, frequentemente com recurso a desenho manual, modelação 3D e impressão digital ou tridimensional, antes de avançar para produção industrial. 

        “Conseguimos fazer isto de forma altamente sustentável (…) até obtermos a peça, de modo que o cliente faça a aprovação e só daí passamos à fábrica”, explica o diretor industrial, José Carlos Pinto.  

        Esta abordagem reduz desperdício, aumenta precisão e melhora o alinhamento com o cliente.

        Um processo industrial exigente 

        A visita à fábrica mostra um processo produtivo complexo, começando no desenvolvimento e design, seguindo depois para a produção de moldes, conformação, vidragem, decoração, cozedura final em forno, e, por fim, a seleção e expedição. 

        “O design passa para a produção de moldes (…), as peças são acabadas e posteriormente passam à vidragem. Após a decoração, as peças vão para o forno para depois saírem com a sua forma definitiva”, detalha o responsável industrial.  

        Esta sequência garante consistência, controlo de qualidade e adaptabilidade a diferentes mercados. 

          Mobilidade e logística: o detalhe que sustenta o crescimento 

          Transportar cerâmica exige cuidado, organização e fiabilidade. Cada falha pode comprometer uma encomenda inteira. É neste contexto que a mobilidade assume um papel estratégico, não apenas operacional. 

          O episódio mostra como a fluidez dos percursos, a segurança no transporte e o conforto nas deslocações fazem parte da rotina de quem gere uma empresa industrial exportadora. O novo Volkswagen T-Roc surge aqui como parceiro funcional, integrado no quotidiano real da empresa, acompanhando deslocações e decisões. 


            Indústria portuguesa: entre tradição e inovação 

            “De Portugal para o Mundo” é a série que mostra contexto, processo e pessoas que levam o nome do país além-fronteiras. O episódio da Grestel destaca-se por mostrar uma indústria portuguesa madura, consciente dos seus desafios e segura do seu posicionamento. 

            Este caso de sucesso reflete uma tendência mais ampla na indústria nacional: valorização da tradição produtiva combinada com inovação tecnológica e posicionamento internacional. 

              Portugal tem reforçado o seu papel como produtor cerâmico relevante na Europa, beneficiando de conhecimento acumulado, mão de obra especializada e investimento industrial. Empresas como a Grestel demonstram que a competitividade depende também da consistência, da qualidade e da capacidade de adaptação. 

              Liderar sem perder identidade 

              Um dos aspetos mais marcantes do episódio é a forma como a liderança da Grestel encara o crescimento internacional: com pragmatismo, mas também com responsabilidade. Crescer não significa descaracterizar. Significa reforçar processos, investir em pessoas e manter uma visão clara. 

              Esta atitude explica, em grande parte, a longevidade da empresa e a sua capacidade de atravessar diferentes ciclos económicos. Num mundo industrial em constante transformação, a Grestel escolheu um caminho consistente: fazer bem e com ambição global. 

                “De Portugal para o Mundo”: mais do que uma série 

                O episódio da Grestel insere-se numa série que percorre o país à procura de empresas que representam o melhor do tecido empresarial português. De diferentes setores – da indústria à agricultura, da tecnologia à biotecnologia –, a série constrói um mosaico de histórias que ajudam a compreender como Portugal produz, exporta e compete. 

                Ao pôr estas empresas no centro da narrativa, o projeto contribui para uma leitura informada e realista da economia nacional, com exemplos concretos de um país que sabe criar valor a partir do seu território. 

                  Um país com futuro 

                  As PME representam mais de 99% do tecido empresarial português e são responsáveis por uma parcela significativa das exportações. No contexto europeu atual, marcado por desafios energéticos, transição digital e concorrência global, estas empresas enfrentam pressão acrescida. Mas também demonstram capacidade de adaptação, inovação e internacionalização. A Grestel é exemplo disso: uma empresa industrial que transformou conhecimento local numa proposta global. 

                  A história da Grestel mostra que a indústria portuguesa tem futuro quando alia conhecimento, processo e visão. Num contexto internacional exigente, empresas como esta demonstram que é possível crescer sem perder identidade, inovar sem romper com a tradição e exportar sem abdicar da qualidade. 

                  É este Portugal produtivo, estratégico e ambicioso que a série “De Portugal para o Mundo” procura revelar. Um país que se move e que chega longe. 

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